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  Colunistas  

Paulo Vieira
 

 

 

 

 

 

 

DÍVIDAS, GRANDES DÍVIDAS

Paulo Vieira

Meu amigo, o que você acha de alguém que deve mais ou menos 2 trilhões de reais? Não se assuste, o número não está errado, nem o colunista louco. Pois 2 trilhões de reais é a dívida interna do Brasil. Isso mesmo, dívida interna, porque, além dela, ainda há a dívida externa, outrora a grande vilã dos discursos e a neurose nacional.

Para se ter uma noção justa, é preciso fazer uma comparação. Mas comparar com quê? Afinal, uma dívida de 2 trilhões de reais é astronômica sob o ponto de vista do número simples, mas ela é tão assustadora assim se a compararmos com outras grandezas?

Bem, depende. Antes de mais nada, é preciso explicar de onde vem essa dívida, e por que ela chegou a esse tamanho. A dívida interna – que tecnicamente é conhecida como “dívida pública mobiliária federal”- resulta da colocação de títulos do governo junto ao mercado, que é formado por pessoas físicas e jurídicas. Esses títulos seriam, numa comparação grotesca, como notas promissórias. As pessoas “emprestam” dinheiro ao poder central, que, tempos depois, o devolve acrescido de juros; e se trata de uma aplicação financeira considerada de baixo risco, porque dificilmente um governo dá calote, deixa de pagar uma dívida.

E por que o governo se “endivida” junto ao público?  São dois objetivos: o primeiro é fazer aquilo que chamamos de “política fiscal”; o segundo, é executar a “política monetária”. A parte fiscal cuida das despesas e receitas. Se o poder central precisa, por exemplo, de recursos para construir pontes ou hospitais, uma das formas de conseguir dinheiro é colocar títulos no mercado; aumenta o endividamento, paga juros, mas consegue o dinheiro. Quanto à parte monetária, é o controle da quantidade de moeda que circula. Se, por exemplo, for constatado que o dinheiro que circula é muito e pode estar causando inflação, os títulos públicos são utilizados para que as pessoas apliquem seus recursos; aí sobra menos dinheiro para consumir e pressionar os preços.

Voltando à questão central: a dívida citada acima é grande? É, não há dúvida, e há um problema maior no caso do Brasil, que é o tamanho dos juros. O Brasil possui a maior taxa de juros reais (juros acima da inflação) do mundo. Mas não vamos nos descabelar nem com o tamanho da dívida, nem com a robustez dos juros. Em economia, usamos algumas comparações interessantes com a situação de outros países. Uma delas coloca lado a lado a dívida em relação ao que o país produz, o que conhecemos como “relação dívida/PIB” (PIB é Produto Interno Bruto, o valor da produção do país num determinado tempo). Apesar dos 2 trilhões de reais de dívida, essa relação, no caso do Brasil, é de cerca de 55%. Em outras palavras, a dívida do país é de pouco mais da metade do que ele produz. A situação é, digamos, mais apertada em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, é de 95% (e lá o PIB é cinco vezes maior do que o brasileiro); noJapão, de 220%, na Itália, de 120%; na Grécia, de 140%.

Apesar de tranqüilizar, em termos relativos, dívida é dívida, e, portanto, paga juros. Enfim, não podemos relaxar. Ainda mais se levarmos em conta que, só de juros, devemos pagar, neste 2011, alguma coisa em torno de 200 bilhões de reais. É dinheiro...



 
   
     
   
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