Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
Home | Institucional | Personalidades em destaque | Cerimonial | Colunistas | Galeria de Fotos | Agenda | Parceiros | Espaço Kids | Bons Tempos | Contato
         
 
  Colunistas  

Carlos Lúcio Gontijo
 
O poder dos “homens-Zeus”
                Os que sabem de nossos defeitos e continuam nos amando são apenas os familiares e os amigos verdadeiros, pois, na imensa maioria das vezes, os tão-somente “conhecidos” não passam de utilitários, ou seja, se mantêm por perto à medida que tiram alguma vantagem da convivência. Infelizmente, a conduta humana, seja do ponto de vista social, político ou psicológico, permanece mais que nunca guiada pelo ganho material, com forte predominância do complexo de Zeus.

                Explicando ao leitor, elucidamos que Zeus (também conhecido como Júpiter) era tido como um deus supremo nas mitologias romana e grega, detendo o poder de lançar raios, dissipar nuvens e fazer chover. Talvez, aí resida a origem dos mandachuvas que regem a República Federativa brasileira como se entronizados em sistema imperial ou ditatorial. Os “homens-Zeus” são, em síntese comportamental, aqueles que querem, ao mesmo tempo, possuir a vontade e o arbítrio, sujeitos que são a explosões coléricas, se nos apresentando hábeis em matéria de fazer alianças, galanteadores e amantes contumazes, agindo como se as pessoas não passassem de peças expostas num grande tabuleiro de xadrez – o mundo.

A cocaína dos palcos iluminados

Dizem os advogados que a melhor forma de se perder uma causa ganha é exagerar nos argumentos e, infelizmente, a decantada sociedade moderna resolveu assim proceder. Os Estados Unidos, país de economia hegemônica no mundo, que se coloca como cão de guarda da liberdade e da democracia no planeta Terra, vêm nos demonstrando que justiça boa ou mais eficaz é aquela que fazemos com nossas próprias mãos – sem julgamento, sumária e raivosamente, ao feitio do antigo faroeste, a exemplo do que ocorreu no desfecho do caso do terrorista Bin Laden.
           
Oculto ao grotesco, à incivilidade e à ausência de diálogo ganha cada vez mais espaço em todas as atividades e relacionamentos humanos, não se salvando nem mesmo o processo cultural, onde a receita de sucesso é sempre manter o público em estado de choque, ligado na tomada dos Rock in Rio da morte de Severinas (e Severinos) sem vida e bastante sofridas como em livro do renomado escritor João Cabral de Melo Neto.
            O amigo escriba Ádlei Duarte de Carvalho, autor do romance “Triângulo Vermelho”, ao qual tivemos a honra de prefaciar, costuma dizer, a quantos lhe chegam para falar sobre poesia, que “nunca leu um bom poema que apenas lhe retratasse a alma ou a vida do poeta. Bom poema é aquele que me faz pensar sobre mim mesmo”. Da nossa parte, estamos com Ádlei, e vamos mais longe: tudo o que realmente tem valor e contribui para o crescimento espiritual do ser humano advém de visão coletiva e não do individualismo exacerbado. Convivência em sociedade requer integração, como grafamos na contracapa de nosso romance “O Contador de Formigas”: No palco solidário da arte do amor e da vida em parceria não há espaço para os que optam pelo egoísmo da carreira-solo.
           
Atravessamos um período em que todos andam em busca de fama e notoriedade, como se não bastasse aos indivíduos a simples constatação de ser bem-sucedido ou se ver reconhecido como bom e eficiente profissional. Todos querem o brilho dos holofotes dos meios de comunicação e, em muitos casos, extrapolam os limites de suas próprias áreas de atuação. É por essas e outras que, atualmente, instituições exponenciais, como o Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), se nos têm apresentado como uma espécie de partido político, fenômeno que há muito contamina as nossas mais poderosas empresas jornalísticas, provando-nos que inconfessáveis interesses particulares ou de cunho corporativista não redundam em qualquer benefício salutar para a coletividade.
           
O exercício do governo pelo governo, da política pela política, da justiça pela justiça, da arte pela arte, da cultura pela cultura e da poesia pela poesia se perdem em si mesmos e deságuam em exageros que a nada servem. Muito pelo contrário, a tudo desservem ao tomar a decisão de proceder como agentes que ousam negar valores sociais indispensáveis, menosprezar a criatividade e distorcer o conceito estético da arte, então transformada em produto meramente comercial e incapaz de preencher os vazios da alma humana perdida na enganadora cocaína das vitrines e palcos iluminados expostos em meio à violência de ruas e avenidas Brasil afora.

          Carlos Lúcio Gontijo
          Poeta, escritor e jornalista
        

 
   
     
   
  A aplicabilidade do Cerimonial é bem mais ampla do que se imagina  
     
   
  O LADO BEM HUMORADO DA ECONOMIA  
     
   
  Larissa 15 anos  
     
   
  Color block  
     
   
  Fotos dos passeios ecológicos - Fotos: RoneyJober Andrade  
     
   
  Novas Placas 2013  
     
   
    Beatriz Cerqueira Lage - 01 ano - Filha de Dawisson Assis Lage e Aline Cerqueira Lage  
         
rodape Todos os direitos reservados. Eustáquio Félix. 2011 Desenvolvido por:

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player