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  Colunistas  

Carlos Lúcio Gontijo
 
Sob a cultura do “destrabalho”
         
Estamos estupefatos com a desfaçatez com que as elites brasileiras vêm tratando os graves problemas nacionais. Mais parece que a classe dirigente age como se tivesse os olhos voltados para o aeroporto, com passagem comprada e possibilidade garantida de deixar o país a qualquer momento, pois não cremos que ela se ache disposta a habitar o inferno da violência urbana (fermentado na insistente ganância em torno da distribuição anticristã de rendas e riquezas!), ambiente originário de uma guerra civil não admitida oficialmente, mas que mata muito mais que qualquer conflito armado mundo afora.

Infelizmente, o povo não sabe nem imagina quanto nossas elites dilapidam os cofres públicos nacionais por meio de manobras aparentemente lícitas. Inúmeras são, por exemplo, as associações, agremiações e entidades socioculturais e filantrópicas que recebem o título de utilidade pública e que servem de mecanismo para auferir vantagens imorais e descabidas.

        Dói-nos a propagação irresponsável do noticiário dos meios de comunicação, que colocam os morros e favelas como redutos de marginais, que ali são minoria. A realidade, pelo contrário, é que reside nos lares das camadas mais pobres toda a reserva moral de que dispõe o Brasil, cujas elites ainda se rendem a imposições estrangeiras e permanecem trocando, traiçoeira e vaidosamente o ouro pelo espelho. Isto sem falar na existência de cidadãos laureados, políticos festejados e jornalistas renomados que, a cada crise econômica mundial, torcem para que o nosso país seja atingido.

       Numa atmosfera social assim disforme e amorfa, não é de causar espanto que, diante do amontoado de processos à espera de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF), que anda pleiteando aumento de salário e se nos apresentando avesso a qualquer mecanismo de controle sobre sua atuação, se tenha tornado mestre em matéria de acumular benefícios, benesses e regalias. O STF possui 11 juízes e 1.674 funcionários efetivos, além de mais 1.148 terceirizados, perfazendo média de 256 servidores para cada juiz, que, devido à incontida insegurança pública, têm à sua volta 435 seguranças.

          Ademais, por se sentirem confinados no seu castelo, onde realizam profícuo trabalho em prol da paz legal e da manutenção do democrático estado de direito da nação brasileira, possuem 239 recepcionistas sob o objetivo de bem receber os visitantes. Dessa forma, talvez por tanto palestrar e discursar sobre seus enobrecedores feitos, nossos superiores juízes passaram a sofrer de avassalador desgaste dentário, levando-os a despender, só no ano passado, 16 milhões de reais com assistência médico-odontológica, segundo artigo publicado no jornal O Globo (27/09/2011), de autoria do professor Marco Antônio Villa.

          Estamos para enfrentar, no mês de outubro do ano que vem (2012), novo período eleitoral, tempo de muito blá-blá-blá e marketing politico. Tomara que nós, povo brasileiro, não elejamos representantes que jamais tiveram carteira de trabalho assinada ou que levaram a vida na flauta, no exercício de algum cargo público, sem jamais comparecer em sua seção de “labuta” desprovida de serviço e função produtiva.

          E o pior é que essa espécie de gente anda por aí pregando moralidade, ocupando postos importantes, infelicitando pessoas e agindo como se fosse carrasca do cidadão trabalhador, honesto e de bem, que ao aposentar-se é rebaixado a ente social de segunda categoria e obrigado a assistir, completamente perplexo, ao corte de 30/40% no valor de sua aposentadoria, com base no draconiano fator previdenciário criado no governo Fernando Henrique Cardoso.

         A sociedade brasileira só não sucumbiu ao mau exemplo de comportamentos tipo reality show de nossas elites dirigentes porque os maltrapilhos desse nosso país, os que lutam pela sobrevivência honrada, insistem na crença de que é melhor ser pobre ou remediado e “morrer limpinho” que arrebanhar bens e riqueza à custa da miséria alheia, num país do jeitinho, do endeusamento à esperteza, da louvação a falsos valores e do levar vantagem em tudo, a tal ponto que, entre nós, quem trabalha honestamente não tem tempo de ganhar dinheiro. É como se tivéssemos inventado e vivêssemos sob a cultura do “destrabalho”.

O poder dos “homens-Zeus”
                                  Carlos Lúcio Gontijo
 
                Os que sabem de nossos defeitos e continuam nos amando são apenas os familiares e os amigos verdadeiros, pois, na imensa maioria das vezes, os tão-somente “conhecidos” não passam de utilitários, ou seja, se mantêm por perto à medida que tiram alguma vantagem da convivência. Infelizmente, a conduta humana, seja do ponto de vista social, político ou psicológico, permanece mais que nunca guiada pelo ganho material, com forte predominância do complexo de Zeus.

                Explicando ao leitor, elucidamos que Zeus (também conhecido como Júpiter) era tido como um deus supremo nas mitologias romana e grega, detendo o poder de lançar raios, dissipar nuvens e fazer chover. Talvez, aí resida a origem dos mandachuvas que regem a República Federativa brasileira como se entronizados em sistema imperial ou ditatorial. Os “homens-Zeus” são, em síntese comportamental, aqueles que querem, ao mesmo tempo, possuir a vontade e o arbítrio, sujeitos que são a explosões coléricas, se nos apresentando hábeis em matéria de fazer alianças, galanteadores e amantes contumazes, agindo como se as pessoas não passassem de peças expostas num grande tabuleiro de xadrez – o mundo.

          Carlos Lúcio Gontijo
          Poeta, escritor e jornalista


 
   
     
   
  A aplicabilidade do Cerimonial é bem mais ampla do que se imagina  
     
   
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